Pode parecer óbvio, mas sim: tenho um site completamente novo. Não é só uma mudança de visual ou um retoque aqui e ali — foi construído de raiz. E porquê começar do zero? Porque o antigo já não conseguia mais acompanhar o caminho que estou a seguir agora.
Sem entrar demasiado em pormenores técnicos, o site anterior foi sendo remendado ao longo do tempo, mas tinha um problema de base: estava dividido em duas partes. A galeria/portfólio estava alojada num serviço pago de terceiros, e o blog num WordPress auto-hospedado.
Essa divisão nunca funcionou bem. As duas partes pareciam viver em mundos diferentes. E, para ser sincero, nenhuma delas fazia bem o que eu precisava. A galeria era limitada — nunca consegui apresentar o meu trabalho da forma que queria. E estava cheia de funcionalidades pensadas para fotógrafos focados em vender, o que nunca foi o meu objetivo. Ao longo do tempo, fui vendendo cada vez menos impressões e licenciando menos imagens.
O blog também tinha os seus problemas. Sentia que só entrava no WordPress para actualizar plugins — mais por segurança do que por vontade de escrever. E quando uma falha de segurança acabou mesmo por dar problemas, decidi que estava na altura de mudar.
O novo objetivo era claro: juntar tudo num só site, mais simples, mais leve, mais fácil de manter. Agora o site está construído com Hugo, um gerador de sites estáticos. Isso significa que já não há base de dados nem complicações — só ficheiros de texto simples em Markdown. Rápido, limpo e sem dores de cabeça.
O que ficou para trás?
- Comentários no blog (nunca houve muita conversa por lá).
- A loja (não estava a vender grande coisa, mas se quiseres uma impressão, fala comigo).
- Uma série de outros pormenores que só atrapalhavam.
E o que ficou?
- Alguns textos e projetos mais pessoais.
- Galerias com o tipo de trabalho que faço e o que tenho andado a fotografar.
- Um site que, finalmente, sinto que me representa.
Vamos ver se este me serve melhor, se consigo mantê-lo mais activo, se é mais fácil a todos navegar nele. Ainda assim, será sempre um trabalho inacabado.
